Nomes guerreira

Aço valiriano nascido do ferro

2020.02.05 19:51 altovaliriano Aço valiriano nascido do ferro

No capítulo de Aeron Greyjoy em Os Ventos do Inverno, ficamos sabendo que Euron Olho de Corvo adquiriu durante o exílio uma peça de armadura inexistente nos Sete Reinos:
Euron Olho de Corvo estava em pé no convés do Silêncio, vestido em uma armadura negra de escamas como nada que Aeron houvesse visto antes. Era escura como fumaça, mas Euron a vestia tão facilmente como se fosse a mais fina seda. As escamas eram contornadas com ouro vermelho, e cintilavam e brilhavam quando se mexiam. Padrões podiam ser vistos dentro do metal, espirais e glifos e símbolos arcanos dobrados no aço.
Aço valiriano, soube o Cabelo-Molhado. A armadura dele é de aço valiriano. Em todos os Sete Reinos, nenhum homem possuía uma veste de aço valiriano. Coisas como essa haviam sido conhecidas 400 anos antes, nos dias antes da Perdição, mas mesmo então, teriam custado um reino.
Euron não mentiu. Ele esteve em Valíria. Não era surpresa que ele era louco.
(TWOW, O Abandonado)
Sem que Euron fale coisa alguma sobre a armadura que está vestindo, Aeron começa a tirar conclusões. Consequentemente, o fandom começou também a tirar conclusões quando o capítulo surgiu em 2016.
Como era a primeira menção a uma armadura de aço valiriano em toda a história de Westeros (até onde sabemos, nem Aegon, o Conquistador, tinha uma), muitos viram aí a confirmação de que Olho de Corvo havia realmente visitado Valíria.
Entretanto, nós já temos evidências de que Euron está mentindo (ou ao menos não está contando toda a verdade). Quando Olho de Corvo se gabou de ter caminhado sobre Valíria bastou que um dos mais cultos homens das Ilhas de Ferro levantasse dúvidas sobre suas palavras para que Euron ficasse sem reação:
Um sorriso brincou nos lábios azuis de Euron.
– Eu sou a tempestade, senhor. A primeira e a última. Levei Silêncio em viagens mais longas do que esta, e em viagens muito mais perigosas. Esquece-se? Naveguei pelo Mar Fumegante e vi Valíria.
Todos os presentes sabiam que a Destruição ainda reinava em Valíria. Ali, o próprio mar fervia e fumegava, e a terra fora invadida por demônios. Dizia-se que qualquer marinheiro que sequer vislumbrasse as montanhas de fogo de Valíria erguendo-se acima das ondas sofreria em breve uma morte terrível, e, no entanto, Olho de Corvo estivera lá e regressara.
– Ah, viu? – perguntou o Leitor, muito suavemente.
O sorriso azul de Euron eclipsou-se.
– Leitor – Euron falou em meio ao silêncio –, faria melhor se mantivesse o nariz em seus livros.
Victarion conseguia sentir o constrangimento no salão.
(AFFC, O Pirata)
Por outro lado, Euron declarou que o Atador de Dragões teria vindo de Valíria:
Aquele berrante que ouviram encontrei entre as ruínas fumegantes daquilo que foi Valíria, por onde nenhum homem, exceto eu, se atreveu a caminhar.
(AFFC, O Capitão de Ferro)
... entretanto, o aplicativo oficial para smartphone (uma fonte semi-canônica) afirma que, na verdade, Euron roubou o berrante dos magos qarthenos [warlocks, no original em inglês] que mantem como escravos:
Os magos liderados por Pyat Pree tentar encontrar e vingarem-se de Daenerys, mas seu navio é tomado por Euron Greyjoy, que rouba deles o suposto berrante valiriano atador de dragões e os toma como escravos.
(APP, Qarth – tradução minha)
Por esta razão, a armadura de aço valiriano também poderia ser algo que Euron roubou dos warlocks de Pyat Pree.
Não consigo entender, entretanto, porque Euron não a teria usado durante a assembleia de homens livres ou durante o banquete em Escudorrobles, haja vista que isso aumentaria seu status e poderia dar mais crédito a sua história de que andou sobre Valíria. Talvez Euron achasse que isso ela poderia despertar a cobiça dos outros homens de ferro e temeu por sua segurança em meio a tantos piratas. Vai saber.
Porém, retornando à questão da origem, Qarth e Valíria não são as únicas possibilidades de origem da armadura. “O Mundo de Gelo e Fogo” abriu bastante as possibilidades quando tratou das Ilhas do Verão e de Sothoryos.
Com efeito, Yandel cita as ilhas do Verão como importadores de metais de Valíria:
[...] em menos de meio século, um próspero comércio crescera entre as Ilhas do Verão e a Cidade Franca de Valíria. As ilhas precisavam de ferro, estanho e outros metais, mas eram ricas em pedras preciosas (esmeraldas, rubis e safiras, além de pérolas de muitos tipos), especiarias (noz-moscada, canela, pimenta), e madeiras de lei. Uma moda se desenvolveu entre os senhores de dragões, que queriam macacos, primatas, filhotes de onça e papagaios. Teca, ébano, mogno, pau roxo, mahoe azul, cardos, aratanhas, amagodouros, marfim rosa e outras madeiras raras e preciosas também tinham muita demanda, juntamente com vinho de palma, frutas e penas.
(TWOIAF, Além das Cidades Livres: as ilhas do Verão)
Este pequeno detalhe evidencia que as Ilhas do Verão, neste intenso comércio com a Cidade Franca, pode ter adquirido muitos artefatos preciosos. E temos indicação de que Euron pode ter saqueado a capital e levado este bens consigo, assumindo que ele seja o novo Rei Corsário das notícias que chegam a Westeros:
Um novo rei corsário ascendera nas Ilhas Basilisco e atacara a Vila das Árvores Altas
(AFFC, A Fazedora de Rainhas)
Entretanto, há duas complicações aqui. A primeira é o valor da armadura. Aeron estima que tal armadura deve ser quase inestimável, custando um reino inteiro. Outro problema é que os Ilhéus do Verão são conhecidos por serem um povo pacífico.
Mas essas duas complicações podem ser respondidas com informações dadas por outras fontes.
A questão do preço deve ser relativizada. Aeron está estimando seu valor nos tempos após a Perdição de Valíria. Ainda que Martin afirme que artefatos de aço valiriano fossem caras mesmo antes da Perdição, o preço atual é astronômico.
A questão da pacificidade dos Ilhéus do Verão pode encontrar a resposta nos chamados “Anos da Vergonha” ou no período imediatamente posterior, das Guerras lideradas por Xanda Qo:
Os valirianos ofereciam ouro por escravos também. Naquela época, como agora, os ilhéus do Verão eram um povo bonito, alto, forte, gracioso e rápido em aprender. Essas qualidades atraíam piratas e traficantes de escravos de Valíria, das Ilhas Basilisco e da Velha Ghis. Muita aflição se seguiu quando esses saqueadores chegaram às aldeias pacíficas para levar seus habitantes para a escravidão. Por um tempo, os príncipes das ilhas auxiliaram esse comércio, vendendo inimigos capturados e rivais para os traficantes.
As histórias entalhadas nas Árvores Falantes nos contam que esses ―Anos da Vergonha‖ duraram grande parte de dois séculos, até que uma guerreira chamada Xanda Qo, princesa do Vale da Lótus Doce (que fora escravizada por um tempo), uniu todas as ilhas sob seu governo e colocou um fim nisso.
Como o ferro era escasso e caro nas ilhas, as armaduras eram pouco conhecidas, e as lanças longas de arremesso e as curtas de apunhalar tradicionais entre os ilhéus do Verão provaram ter pouco valor contra as espadas e machados de aço dos traficantes de escravos. Então Xanda Qo armou seus marinheiros com arcos compridos de amagodouro, uma madeira encontrada apenas em Jhala e em Omboru. Esses grandes arcos eram muito superiores aos arcos recurvados de chifres e tendões que os traficantes usavam, e podiam atirar uma flecha de um metro,com força suficiente para perfurar a cota de malha, o couro cozido, e até mesmo uma boa placa de aço.
(TWOIAF, Além das Cidades Livres: as ilhas do Verão)
Vê-se no trecho acima que traficantes de escravos alimentaram guerras internas entre os nativos das ilhas, que posteriormente se uniram sob o comando de Xanda para guerrar contra os próprios traficantes. Então, existiram períodos de guerra intensa nas Ilhas, sendo que a questão das armaduras foram muito citadas.
Assim, algumas possibilidades se abrem para que uma armadura de Aço Valiriano tenha chegado às Ilhas:
  1. Explicação mediana: Um traficante nativo das ilhas pode ter enriquecido o suficiente para comprar uma (ou ter recebido de presente de seu parceiro comercial valiriano) e ter uma vantagem colossal sobre os inimigos;
  2. Explicação fraca: Xanda Qo pode ter adquirido junto a valirianos sem ligação com o comércio de escravos para poder enfrentar os saqueadores;
  3. Explicação mais sólida: Diante do poder dos arcos dos ilhéus de Xanda, algum valiriano mais ousado pode ter preferido usar uma armadura que resistisse às suas felchas, mas acabou morto de outro modo e sua armadura foi saqueada pelos ilhéus do verão.
Outro lugar de onde Euron poderia ter encontrado a armadura de aço valiriano seria em Sothoryos, em alguma antiga colônia valiriana. As chances em Zamettar seriam consideravelmente maiores, haja vista que foi a colônia valiriana mais duradoura no continente:
A Cidade Franca de Valíria estabeleceu colônias três vezes na Ponta Basilisco: a primeira foi destruída pelos Homens Tigrados, a segunda foi perdida para a praga, e a terceira foi abandonada quando os senhores de dragões capturaram Zamettar na Quarta Guerra Ghiscari.
[...]
Colônias estabelecidas aqui murcham e morrem; só Zamettar perdurou por mais que uma geração, e hoje até aquela anteriormente grande cidade é uma ruína assombrada, lentamente sendo reivindicada pela selva. Traficantes de escravos, mercadores e caçadores de tesouros visitaram Sothoros ao longo dos séculos, mas só o mais ousado deles já se aventurou além de suas guarnições costeiras e enclaves para explorar os mistérios do vasto interior do continente. Aqueles que ousaram se aventurar dentro do verde nunca mais foram vistos.
[...]
riquezas escondidas entre as selvas, pântanos e taciturnos rios banhados pelo sol do sul, sem dúvida, mas, para cada homem que encontra ouro, pérolas ou especiarias preciosas, há uma centena que encontra apenas a morte. Os corsários das Ilhas Basilisco atacam esses assentamentos, levando cativos que serão mantidos confinados em Garra ou na Ilha das Lágrimas antes de serem vendidos para os mercados de carne da Baía dos Escravos, ou para as casas de prazer e jardins de prazer de Lys.
(TWOIAF, Além das Cidades Livres, Sothoros)
Se assumirmos que Euron é realmente o rei corsário ascendera nas Ilhas Basilisco, devemos analisar que tanto as Ilhas Basilisco quanto Sothoryos eram locais onde alguém poderia encontrar antigos artefatos valirianos abandonados. A cidade de Gogossos, por exemplo, era especialmente antiga e prosperou muito depois da perdição, o que indica que suas riquezas em “escravos e feitiçaria” podem ter relação com antigos segredos valirianos (como o aço valiriano):
Fundada pelo Antigo Império de Ghis, foi conhecida como Gorgai por quase dois séculos (talvez quatro; há certa disputa), até que os senhores de dragões de Valíria a capturaram durante a Terceira Guerra Ghiscari e a renomearam como Gogossos.
Qualquer que fosse o nome, era um lugar perverso. Os senhores dos dragões mandaram seus piores criminosos para a Ilha das Lágrimas para uma vida de trabalhos forçados. Nos calabouços de Gogossos, torturadores concebiam novos tormentos. Nas arenas de carne, feitiçaria de sangue do tipo mais negro era praticada, enquanto animais eram cruzados com escravas para dar à luz crianças deformadas meio-humanas. A infâmia de Gogossos sobreviveu até à Perdição.
Durante o Século de Sangue, essa cidade negra ficou rica e poderosa. Alguns a chamavam de Décima Cidade Livre, mas sua riqueza era construída com escravos e feitiçaria. Seus mercados de escravos se tornaram tão notórios quanto os das antigas cidades ghiscari na Baía dos Escravos. Dizem que setenta e sete anos depois da Perdição de Valíria, no entanto, seu fedor alcançou as narinas dos deuses, e uma terrível praga emergiu dos poços de escravos em Gogossos.
(TWOIAF, Além das Cidades Livres: As ilhas Basilisco)
Meistre Yandel continua narrando como mesmo depois desta praga (Morte Vermelha), os corsários eventualmente retornaram a Gogossos, de modo que Euron pode ter sido um deles no passado recente das Crônicas de Gelo e Fogo. A partir de lá, Olho de Corvo poderia ter encontrado sua cota de escamas em meios às ruínas das colônias valirianas tanto nas ilhas, quanto em Sothoryos.

O que vocês acham? Têm algum palpite de outra forma que Euron poderia ter empregado para adquirir a armadura? Acreditam que ele a conseguiu andando pelas ruínas de Valíria?
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2020.01.20 17:51 LukDkZone O dia que um jogador ficou puto comigo por causa de um cachorro

Estávamos reunidos na casa de um amigo nosso, fazendo uma mesa presencial (sendo que já jogávamos RPG pelo discord a muuuuito tempo e quando o mestre veio a nossa cidade sendo que ele é do sul), nossa primeira mesa presencial, então nosso mestre decidiu fazer uma one-shot, de algumas horas pra entreter a gente enquanto comemos pizza. Essa mesa já tinha semanas de planejamento e todos fizemos fichas e a mesa estava toda planejada. Éramos 5 jogadores que eram os seguintes: Uma elfa do mar guerreira samurai de origem nobre leal boa (eu) Um bruxo caótico neutro que usava correntes e era comunista (o patrão dele era a favor de revolução lol) caótico neutri Um bárbaro totemico que falava com animas e era um shifter (virava um semi lobisomen digamos assim) neutro Um Tiefling Paladino que servia a um anjo caído Neutro Bom E um feiticeiro neutro e quieto (que odiava detectar magia e não tinha) E um halfling monge bêbado que tinha um ótimo jogador por trás e era ótimo de ser arremessado -A história- Já estávamos a algum tempo junto (a mesa começou nível 8 e já tínhamos esse background), fazemos parte de uns mercenários de luxo que ajuda alguns lugares que tem casos inesperados e que ninguém consegue lidar. Chegamos a esse reino que eram abençoados por um Fey (Uma espécie de fada só que muito poderosa, quase um deus entre as fadas) que ajudava a eles a ter melhores plantios e uma floresta melhor (já que antes ela foi arrasada por elfos) e ele pedia um banquete mensal e um festival anual como pagamento, troca mais que justa já que o pequeno reino evoluiu rápido com a ajuda dele. Porém, perto do festival daquele ano, o Fey sumiu, o Rio ficou poluído, tóxico (e descobrimos depois que era tóxico o suficiente para matar animais pequenos só deles respirarem perto dele e ele também estava amaldiçoado) e que isso fazia muito mal a toda região. Quando chegamos já fomos atrás de informações, minha elfa por plot, tinha afinidade com água já que era elfa do mar, (o mestre deu pequenos truques que poderia fazer com isso, até usei bem moldar água) então separei 4 amostras de água e deixei decantando numa taverna, depois de muitas idas e vindas, separei o a água de uma material que não era lama ou lodo normal, mas sim ainda mais podre e amaldiçoado, eu tinha minhas suspeitas sobre o que aconteceu. No dia seguinte, nos separamos para achar mais pistas, eu era o primeiro já que estava sozinha já que meus experimentos eram mais fáceis de eu lidar, então descobri que por medo de uma guerra eminente ou uma pandemia, os magos e acadêmicos da cidade foram para outro reino, então só tinha o monge que servia ao Fey, logo descobri que Fey's e fadas se alimentam de emoções humanas (o que btw já sabia porque joguei WoD e um amigo é um fey mas não poderia fazer meta jogo. Ah estávamos jogando DND 5e) e que somente pessoas com um totem com a própria energia do fey Não ficavam doentes ou alucinavam. Então percebi que as criaturas que atacavam a noite na névoa não se alimentavam das boas emoções que tinham antes, mas sim das más, então precisava saber o quão ruim era o rio. - O acontecido - Eu precisava saber se as criaturas que atacavam a noite poderiam ser a fadas corrompidas pelo rio, então eu tinha um plano saber se a água corrompia as coisas vivas, mas não poderia usar coisas pequenas, elas morriam rapidamente, logo eu achei uma solução: Fui a uma loja que vendia animais domésticos, comprei o cachorro mais velho e doente possível, o vendedor pediu 2 pratas por ele, eu dei 11 ouros pra ajudar com os outros animais abandonados. Levei o cão a um lugar isolado forcei ele a comer porque eu precisava de provas bem, eu paguei o preço, o cão se tornou um Death Hound, um cão grande com duas cabeças, presas e garras enormes e furioso comigo (não o culpo) e veio voando pra mim, ele era muito fácil pro meu nível, mas não quis matar ele, precisava dele, mas fui atacado, minha CA era alta (19) e o único ataque dele não me deu muito dano. Como eu era boa com animas e tinha adestrar animais eu rolei, 4 vezes até dar submissão nele e rolar um grande 18+5 com vantagem contra um 1 de resistência do mestre. Dei no nome dele Hod e Lou (cada cabeça tem um nome) e ele era um garotão muito bonzinho (até foi montaria do Halfling muitas vezes na mesa) Hod e Lou voltaram pra taverna que e gente se instalou e dei um belo banho nele. Parece que tava tudo bem né? Bem não estava ou outros jogadores ficaram me julgando o tempo todo (mesmo que no final do dia eu tinha as maiores e melhores informações e um novo, animalesco e bonzinho pet) o Bruxo ficou possesso de raiva dizendo que isso era o que a burguesia fazia com os menos afortunados, tentou chutar meu banco (só conseguiu machucar o pé), o shifter Bárbaro efetivamente me atacou (sorte minha que a CA que eu tinha era alta) após saber que o Hod e o Lou não tinham mais uma mente animal (claro que não teria, agr ele tem 2 o bicho deveria estar confuso afinal agr ele não é só um animal ele é uma aberração tbm), ficaram a mesa toda falando que eu o matei (sendo que ele iria morrer cedo de doença e velhice e eu cuidei muito bem dele após a transformação, muita carne, banho,mimo e carinho) Não que eu estava orgulhoso do que eu fiz, tanto que foi por isso que ela não o matou, o remorso dela era nítido final foi uma opção dela, agr ele era responsabilidade dela. Através do Hod e Lou conseguimos (pra não falar eu consegui) achar a resposta de tudo sendo que os outros não acharam nada mais (tirado o Halfling que descobriu que as "bolas de carne" (as fadas do fey corrompidas pelo rio) deixava os outros insanos (sendo que era fácil saber afinal eles tinham as emoções esgotadas por elas)
Vocês também teriam raiva do meu feito? Viram outra solução pro caso? Tem alguma história similar que os players odiaram a ação de outro jogador?
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2019.10.13 05:00 altovaliriano [PERSONAGENS] Arianne Martell

Em O Festim dos Corvos, Arianne Martell é desde logo apresentada como uma jogadora que está disposta a assumir grandes riscos. No segundo capítulo de núcleo dornês da saga, já vimos o evidente contraste entre a cautela de seu pai e seu comportamento arrojado.
Porém, os planos de Arianne se mostram fúteis diante da capilarização do poder de Doran. O Príncipe mostra ser um jogador experiente: ele chega antes, com mais homens, faz bom uso do elemento surpresa e não deixa muito para o acaso (apesar de que o que deixou ao acaso quase custou a vida de Myrcella, como ele admite). Doran sabe como quebrar Arianne, enquanto adversária. Mas nunca soube como compreendê-la como filha, tampouco lhe dar utilidade como aliada. E este desconcerto quase leva Dorne a uma guerra simultaneamente interna e externa.
Contando com os capítulos liberados de Ventos do Inverno, Arianne só aparece em 7 capítulos, dos quais é POV em apenas 4. Muito pouco para se esperar que haja material para traçar paralelos com personalidade históricas do mundo real. Contudo, há elementos para comparar sua jornada a fábulas de nosso mundo e a personalidades da história do mundo dela.
Para tanto, vamos examinar sua condição humana, seu despertar para a maturidade e seu futuro.
ARIANNE, O ANIMAL HUMANO
Pouco realmente se sabe sobre a infância de Arianne. A lembrança mais antiga da filha de Doran e Mellario remete ao tempo em que era uma criança rechonchuda e de peito liso e rezava aos deuses para ser bela quando crescesse (TWOW, Arianne I). Essa memória revela o quão significativo para Arianne era a beleza, algo que mais tarde viria a se tornar sua ferramenta mais amplamente explorada.
Fora isso, sabemos apenas detalhes vagos, como que ela tinha uma boa relação com Doran ("A garotinha que costumava correr para mim quando esfolava o joelho") e passou muitos anos da infância nos Jardins de Água. Contudo, uma vez que o relacionamento de seus pais deve ao menos ter tido um início auspicioso, Arianne provavelmente foi a única filha a presenciar os bons anos de relacionamento entre Doran e Mellario.
Não sabemos ao cero quando os problemas começaram, mas sabemos que eles atingiram um pico quando Quentyn foi usado como moeda de troca com os Yronwood pelos problemas que Oberyn havia causado. Também não sabemos quando isso aconteceu, mas, uma vez que Quentyn nasceu em 281 e sua partida se deu quando ele era "muito jovem", não deve ter ocorrido quando Arianne tinha mais de 10 anos de idade (ou seja, no máximo, 286 dC) e, segundo ela, isso foi determinante para que nunca fosse próxima do irmão.
Quando Arianne tinha 11 anos (287 dC), seu irmão Trystane nasceu. A diferença de idade é a justificativa que Arianne usa para justificar sua falta de intimidade com Trystane. Porém, deve ser lembrado que algum tempo depois, novamente a relação de seu pai e sua mãe chegou a outro ponto extremo e Mellario voltou para Norvos. Ainda que não saibamos quando isso ocorreu, é difícil de acreditar que isto tenha ocorrido antes que Arianne, ao 14 anos (290 dC), descobrisse a carta de Doran a Quentyn que fez com que suas relações com seu pai deteriorassem.
Arianne, portanto, era uma filha de pais divorciados. E Trystane, uma criança, não era a pessoa indicada para lhe amparar. Na verdade, Arianne buscava apoio nas primas, as serpentes de areia, todas elas mulheres criadas longe de suas mães, e nos amigos de infância, em especial Garin, cuja mãe foi ama-de-leite de Arianne. Assim, são pessoas unidades pelo tema da maternidade.
Não fossem os dorneses famosos por seu comportamento impulsivo e sexualizado, seria fácil atribuir as travessuras de infância e adolescência de Arianne e cia à desestabilização do núcleo familiar. Ainda assim, quando ficamos sabendo que certa vez a filha de Doran e as Serpentes de Areia foram tão longe quanto cruzar o rio Vago para fazer uma visita da melhor amiga de Arianne, Tyene Sand. Literalmente, um jornada em busca da mãe.
Ainda assim, Mellario não pode ser considerada um influência na vida de Arianne. O impacto que ela causou na garota foi tê-la deixado, assim como Arianne deve ter se sentido preterida pelo pai quando descobriu a carta a Quentyn. A pessoa que detinha a admiração era seu tio Oberyn, por quem nutria uma paixonite (segundo informações do aplicativo oficial para celular, uma fonte semi-canônica). Para os dorneses, comparados a Oberyn, seu pai e sua mãe não poderiam ser chamados de pessoas fortes.
Talvez desse complexo paterno por Oberyn que Arianne tenha desenvolvido uma personalidade mais parecida com a das Serpentes de Areia do que a dos outros Martell. Não sendo uma guerreira, não poderia ser parecida com Nymeria ou Obara, mas Arianne acaba por desenvolver uma personalidade gêmea à de Tyene, que usa de uma aparência de ingenuidade para disfarçar maquinações ferozes.
A sedução e a beleza são as ferramentas de Arianne, no lugar da violência. Ela rezou muito para que fosse bela porque provavelmente entendia o que isso representava. Como Arianne reconhecidamente tem um fraco para garotos bonitos, maus e perigosos (TWOW, Arianne I) - provavelmente em decorrência de sua atração por Oberyn, o ícone das Serpentes de Areia -, ela sabia que a beleza e a sedução era o atiçador com que puxaria as brasas para si.
Mas a beleza e a sedução tem se mostrado armas vazias em sua mão, pois seus planos são mais calcados em fantasia do que em observação. Isso ficou demonstrado com o fiasco de seus planos de coroar Myrcella. Por outro lado, agora que Arianne conhece as intenções e planos de seu pai, sua natureza impulsiva Oberynesca não garante que ela esteja a salvo da morte, tal qual Oberyn não estava.
ARIANNE, A BELEZA ADORMECIDA
Antes de sua conspiração falhar e começar a cooperar com seu pai, Arianne desconhecia as consequências de sua impulsividade e seu fraco por homens bonitos. Não estava com os olhos abertos, era uma beleza adormecida. Ela, a princesa, foi aprisionada em uma torre e ficou à espera de quem viesse enfrentar seu carcereiro. Mas ningúem veio. E o único príncipe que fez seu resgate foi o próprio Príncipe de Dorne, para ruína das ilusões que ela alimentava.
As ligações de Arianne com a figura de Bela Adormecida e com a trope da Donzela em Apuros são evidentes não só em sua trama atual. Arianne já demonstrava essa propensão em sua história pregressa, especificamente na sua primeira visita à Pedramarela, durante a qual, enquanto Tyene aprendia a extrair veneno de cobras e Sarella revirava o local com curiosidade, Arianne sonhava com um cavaleiro que a raptara para usá-la. Em outras palavras, Arianne fantasiva com paixões ardentes em um ninho de cobras, literalmente.
O seu retorno é ainda mais significativo. Arianne estava tão adormecida que trouxe uma conspiração que quereria extrema confiança recíproca para um ninho de cobras, tanto literal quanto metafórico. No final, ela não ter certeza de quem a denunciou demonstra o quão pouco Arianne sabia daquelas pessoas sobre quem ela depositava imensa grande confiança. Nem o fato de o perigoso Sor Gerold Dayne estar no grupo é suficiente para que ela ponha a mão no fogo por seus amigos.
O nome que o conto da Bela Adormecida recebeu em alemão foi Dornröschen, em que Dorn significa "espinho, espinheiro, urze" e röschen seria "rosa, flor", em razão da floresta de espinheiros que tomam o reino quando a princesa adormece. Há também oito fadas madrinhas (como as oito Serpentes de Areia), mas isso é só uma curiosidade.
Arianne desconhece que está dormindo em meios aos espinhos dorneses, algo que Doran parece conhecer há muito. Porém, talvez o conhecimento de Doran lhe tenha sido passado por sua mãe, a antiga Princesa de Dorne, tornando Doran o responsável pelo comportamento de Arianne, com quem ele está em dívida.
De fato, Arianne levanta 5 motivos para justificar sua conspiração contra seu pai, todos eles muito justificados diante do desconhecimento dos planos de Doran:
  1. Doran propôs que ela casasse com homens velhos e desdentados (quando sabemos ela tem um fraco por rapazes bonitos - e nós vimos este tipo de coisa terminar mal com Lysa Tully, por exemplo);
  2. Doran não passou a ela nenhum poder, liderança ou cargo quando ele se mudou para os Jardins de Água, só a deixou a cargo de recepções e festins (querendo certamente transmitir uma aparência de normalidade, mas sem saber estava enfiando o dedo na ferida aberta com a descoberta da carta a Quentyn por Arianne);
  3. Doran convocava Oberyn a cada quinze dias, mas Arianne apenas uma vez por semestre;
  4. A carta de Doran para Quentyn que dizia “um dia sentará onde me sento e governará todo o Dorne, e um governante deve ser forte de mente e de corpo(o que diretamente usurpava seu direito e indiretamente a chamava de fraca);
  5. Quentyn foi enviado a Essos sob disfarce com cinco companheiros de importância simultaneamente à Companhia Dourada quebrar o contrato com Myr.
As intenções de seu pai não foram apreendidas não por completa ausência de educação política. Areo Hotah lembra-se de ter ouvido Doran ensinar a Arianne que "o silêncio é amigo de um príncipe" e que "as palavras são como flechas, Arianne. Depois de disparadas, não podem ser chamadas de volta. Mas, devido a complexidade de seus planos, Doran depende de que as peças do seu jogo obedeçam sem questionar, o que também é fantasioso de sua parte. Em outras palavras, Doran também fantasiou que estava sendo transparente com Arianne.
Por motivos que já explicamos, Arianne já deveria se sentir abandonada e Doran por em ação planos que pareciam confluir para roubar seus direitos hereditários deve ter colocado Arianne contra a parede. Mas, se Arianne já conhecia a carta desde os 14 anos, por que levou quase 1 década para agir? Por que a morte de Oberyn tornou Dorne sedenta por uma guerra e colocou o povo contra Doran (como vimos pelas frutas atiradas contra a comitiva de Doran quando ele chegou a Lançassolar).
Arianne pretendia se apropriar do momento para jogar o povo contra seu pai, mas descobriu que estava cercada de espinhais. Não sabia da natureza de seus escolhidos e foi traída, não ponderou sobre os riscos e matou um cavaleiro da guarda real e quase matou a criança que visava proteger. Ela quase conseguiu uma guerra que nada teria a ver com seus direitos.
Quando foi presa, Arianne continuou a elaborar planos de acordo com as estratégias que conhecia. Primeiro, pensou em se valer do cinismo para mentir e atuar, depois vestiu a "roupa mais reveladora" para provocar e desconcertar e, por fim, tentou aliciar os servos para convocar vassalos instáveis de Lançassolar contra seu pai. Ainda assim, vimos Arianne realmente arrependida em seus pensamentos, especialmente por Arys e Myrcella, demonstrando que ela não é uma pessoa incapaz de aprender.
Em verdade, neste momento ficamos cientes de que a cena em que a princesa convence o cavaleiro real a trazer Myrcela a Pedramarela só é contada sobre o ponto de vista de Arys porque GRRM não queria entregar os pensamentos de Arianne, tanto em relação aos seus sentimentos para com o Guarda Real quanto sobre Doran. De fato, como ficamos sabendo em A Princesa na Torre, por baixo da aparência de manipuladora maliciosa, Arianne é um poço de sentimentos contraditórios e compaixão.
Contudo, Arianne falhou em entender as lições que seu pai tentava lhe ensinar enquanto ela esteve presa. O jogo de Cyvasse e os livros sobre leis de Westeros, dragões e a Estrela de Sete Pontas foram colocados ali para que Arianne pudesse entender as palavras que seu pai temia pronunciar em voz alta. Ao invés disso, Arianne continuava a se comportar como a Princesa na Torre, a donzela em apuros, convocando salvadores contra seu carcereiro. "Isso deverá trazer os heróis correndo", ela pensou ao redigir sua carta para Lorde Fowler.
Se a mantive na ignorância durante esse tempo, foi só para protegê-la. Arianne, sua natureza... Para você, um segredo era apenas uma história especial para murmurar a Garin e Tyene à noite, na cama. Garin mexerica como só os órfãos são capazes, e Tyene não guarda segredos de Obara e da Senhora Nym. E se elas soubessem... Obara gosta de vinho demais, e Nym é muito chegada [às gêmeas] Fowler. E a quem [as gêmeas] Fowler poderiam fazer confidências? Não podia correr o risco.
(AFFC, A Princesa na Torre)
Assim, Doran deixou Arianne presa tempo o suficiente para que a raiva, a vontade e a fantasia passassem. E a verdade surgiu apenas quando Doran precisava de Arianne para manipular Myrcella.
ARIANNE, A PRINCESA DOS ESPINHOS
Em A Dança Dos Dragões, vemos os efeitos construtivos da transparência entre Doran e Arianne. Pai e filha parecem agir coordenadamente para aparentar normalidade na corte e converter as Serpentes de Areia mais velhas em aliadas e todos vão para os Jardins de Água.
[SPOILER TWOW]Quando a carta de Jon Connington pedindo a Dorne por ajuda, Doran confia a tarefa de avaliar as forças de Aegon e a presença de Dragões a Arianne, muito embora Arianne não conheça nenhum dos dois homens. Mais curiosamente ainda, Doran forma uma comitiva de estranhos (semi-estranho no caso de Daemon Sand), que nunca viram Aegon ou Connington também. Dessa forma, o objetivo declarado de Doran é parcialmente impossível de ser cumprido. Somente levar olhos para procurar por dragões justificam a viagem.
[SPOILER TWOW]Mas a comitiva em si é curiosa. É formada por pessoas não nobres, com algumas ligações com Oberyn e nenhuma intimidade com Arianne. O caso de Elia Sand é o mais acentuado: a garota é impulsiva como Arianne, talvez um presente de grego de Doran para funcionar como espelho e testar a força de vontade da filha.
[SPOILER TWOW]Mas ainda assim, levar Elia para o meio de uma terra invadida é estranho. Elaria declara que está espalhando suas filhas para aumentar a chance de sobrevivência, porém isto não parece uma tática eficiente. Será que há aqui algum objetivo implícito o qual Arianne deveria compreender durante a viagem? Quem sabe.
[SPOILER TWOW]Com Daemon, há também um objetivo. O cavaleiro tem uma natureza cínica e se tornou imune às seduções da Princesa. Como ele é bonito, pode ser um instrumento fácil para que ela desenvolva uma abordagem realista com seu objeto de deseja, que aprenda a repreender seus instintos e aprender as reais intenções por trás da beleza. Como Arianne avalia que Jon Connington será difícil de seduzir Daemon funciona como um treinamento.
[SPOILER TWOW]De toda forma, em Ventos do Inverno, Arianne ainda está se equilibrando entre sua velha personalidade e as novas lições. Doran fica de pé para se despedir dela como se para fixá-las na memória da filha. E ela realmente agora fala de guerra com um tom funesto, e diz sentir pena de Elaria porque todas as suas filhas saíram a Oberyn (uma mudança significativa de percepção).
[SPOILER TWOW]Até mesmo quando traça paralelos entre Doran e Jon Connington, ela diz que este último deve ser perigoso, de certa forma aludindo que a sutileza do Pai também o torna perigoso. Arianne, inclusive, fica mais dada a silêncios e prefere as deduções às perguntas, chegando a fazer uma bem fundada troca de palavras com Lysono Maar.
[SPOILER TWOW]Porém, durante toda a jornada ele cobiça e flerta com Daemon. Em certo ponto, começa a perguntar por Viserys Targaryen, como que para fantasiar com o homem que estava prometida (muito embora ela afirme que agora é uma mulher, não uma menina que sucumbe para garotos bonitos), o que se confirma quando passa a maldizer Daenerys por tê-lo deixado morrer. A decepção com a aparência de Lysono Maar pode ser uma enganação, pois Lysono tem uma aparência feminina, e talvez quando veja Aegon, o contraste o torno excitante à Arianne.
[SPOILER TWOW]O mais interessante é que Arianne tenta se convencer que agora ama e quer o irmão de volta (o que Daemon, cético, nega). Na verdade, parece que ela quer compensar seu pai pelo estrago que causou e considera que Quentyn seria o meio para isso. Talvez, então, quando notícias de sua morte pelos dragões de Daenerys chegarem, ela passe a se opor à Rainha Dragão.
[SPOILER TWOW]De fato, muitos acreditam que o que está reservado para o futuro de Arianne é a paixão não correspondida com Aegon (uma novidade para ela) e que ela assumiria o papel da fazedora de reis. Assim, "A Princesa e a Rainha" não seriam apenas o título de uma novela de Martin, mas papeis que seriam repetidos na nova Dança dos Dragões.
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2019.05.29 01:24 ankallima_ellen [TW] As Aventuras de Gabi nas Terras do Estrogênio - Trigésima Semana

Nessa semana que passou fez um ano do evento que salvou a minha vida. Foi na simplicidade de uma mesa de bar. Meio que sem saber. Durante um evento que tive a sorte de organizar. O acaso me colocou lá. Em meio a tantos desencontros que me deparei com ela. A representatividade tinha um nome: Luiza. Mulher trans, lésbica e sobretudo guerreira. Veio contar um pouco de sua história enquanto desconstruía do ponto de vista filosófico a misoginia no Brasil. Eram muitos paralelos: docente que no auge da carreira estava infeliz e, já mais madura encontrou na transição a forma de recuperar a sua felicidade. História sofrida e de muita luta, mas de final feliz. Se ela conseguiu, por que eu não conseguiria?

Fazia mais de cinco meses que a derradeira crise disfórica se instalara. Começou na véspera do Natal do ano anterior, com a constatação de que estava definitivamente ficando careca. Tinha cabelos longos desde os quinze anos. Era um sonho de criança. Um artefato da minha transexualidade cuidadosamente escondida. Mas que me dava esperança de um dia transicionar. Esperança que se esvaía com cada fio que caía. O medo de estar velha demais para finalmente começar a viver batia às portas. Afinal, já contava quase 34 outonos. Não queria ser uma mulher careca. Esse medo cresceu e virou desespero. E ao longo dos meses me subjugou. Apática, passava os dias perdida em um sonho que jamais imaginaria se concretizar. Depressão e planos e tentativas de suicídio.

Resignada à espera da oportunidade de terminar com tudo, seguia a vida no automático. Sem cores. Sem sabores. Tudo era cinza. Sem graça. Mas nessa noite derradeira, veio a fagulha que faltava. E se? Já me parecia tudo tão perdido que, se essa tentativa desesperada falhasse, bastava voltar ao plano original de jogar o carro no rio.

As noites que se seguiram foram curtas para tantas pesquisas às escondidas da esposa. Como que a gente faz para transicionar nessas Terras Tupiniquins? Muitas informações desencontradas. Muitas dúvidas à flor a da pele. Sou mesmo trans? Ou não seria mais uma fase como tantas d’antes que do nada sumiram? Diacho, essa já durava mais de cinco meses. Todos ao meu redor estavam preocupados com a minha apatia. Seria essa a solução derradeira? Transicionar ou não: eis a questão?

Nesse impasse de indecisão: a simetria foi quebrada de maneira nem tão espontânea. Precisava me abrir com ela. O medo era paralisante. Será que ela me condenaria por ter escondido questões tão profundas por tantos anos? Será que o nosso relacionamento de quase década e meia resistiria a essa revelação? Dúvidas paralisantes que forçosamente ignorei. Simplesmente, não tinha outra opção. Foi a conversa mais difícil da minha vida. Não tinha vocabulário para expressar o que sentia. As palavras me foram arrancadas quase que a contragosto. Muito choro e dois grandes alívios. Como poderia ter mentido para ela, se negava a todo custo a minha essência? O que seria de nós, não sabíamos, só sabíamos que valia à pena tentar.

Amanhã faz um ano do começo dessa incrível jornada. A passos vagarosos mas firmes, aproximo-me cada dia mais de ser quem sou. Só tenho a agradecer a todos que me apoiaram nessa empreitada.

Uma excelente semana!

Beijos,

Gabi
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2019.05.13 01:21 thirtyfivecents [DQ] Amarildo

Amarildo era filho da terra. Sofrido que só. Moldado do barro ao concreto. Nasceu longe de tudo, numa casa camuflada no sertão.
Cresceu no mundo laranja e sua cor preferida era o azul. O azul do céu. O azul que tinha pra onde ir depois que se cansava de todo aqule vazio do sertão. Pra onde o céu ia quando ficava de noite? O pequeno Amarildo questionava sua mãe com toda a imponência e curiosidade de uma criança descobrindo o mundo. Porque pra onde quer que ele fosse, o menino queria ir junto.
Amarildo queria seguir os passos do pai que nunca conheceu. Que se aprumou e fugiu acompanhando os ventos. Sebastião, exilado e infame. Aquele pedaço de sertão sabia o que ele havia feito.
A mãe de Amarildo, guerreira e dona de todo o sertão, preferia que o pequeno enxergasse o pai como um aventureiro. Não deixava que ele a visse chorar. A dor que aquele homem tinha causado era muita, mas tudo ela fazia pra proteger o filho. Seu nome era Maria. Uma das tantas que morreram sem ver o que a vida tem de bom.
Os primeiros dez anos de Amarildo foram de conquistas. Conquistou as árvores secas que teimavam em encarar o sol. Era vitorioso quando conseguia sozinho um pouco de água do poço, nos momentos em que sua mãe sentia a doença que nunca soube que tinha. Lutou e se tornou dono do pequeno morro e de tudo que conseguia ver de lá de cima. Seguiu os passos de sua mãe, e tomou seu lugar de direito. Sangue nobre aquecido pelo sol que nunca ia embora. A família real daquele pedacinho de chão seco.
Quando Amarildo fez 13, sua mãe fez 35. Ela já não fazia sentido. Quando não estava falando sozinha, ficava catatônica. As raras noites calmas desde que ela começou a piorar eram interrompidas por pânico. Maria via um cavaleiro no horizonte, que vinha lentamente, um passo de cada vez, uma vez a cada ano. Mas sempre mais perto.
Quando Amarildo fez 15, sua mãe já não saia mais da cama.
Quando Amarildo fez 17, enterrou Maria sob a lua cheia.
Agora era só ele no mundo. Ele já se sentia sozinho há muito, desde quando ouviu sua mãe chorar enquanto ele fingia que dormia.
Todo dia Amarildo sentia vontade de correr junto com o céu, e nunca mais voltar. O sol ia guia-lo, já que há anos não o machucava mais. Quando sua mãe faleceu, o sertão decidiu dar seu filho pro mundo.
Já estava na hora do sol não bater mais naquele lugarzinho.
Foi embora de tudo que era dele, com todo o nada que ele tinha.
Um chinelo de couro que era de sua falecida mãe. Alguns panos que se vestia pra se proteger do frio. No saco que carregava por cima dos ombros só levava o que tinha. Dor, saudade e seu nome. Nome de quem já foi rei de alguma coisa.
Não tinha documento, nem certidão de nascimento.
Não pediu permissão pra desbravar o mundo, porque a honra seria de quem o recebesse.
Caminhou na estradinha de terra e encontrou um pequena caravana. Se juntou e foi embora. Fez seus primeiros amigos, mas nunca mais se lembrou dos nomes deles. Viu o sertão sumindo nos meses que viajou e conheceu várias paisagens do país.
Agora que tudo era colorido, o azul já não era sua cor preferida. Amarildo agora sentia falta do laranja.
Quando finalmente chegou na cidade grande, suas costas já carregavam coisas que eram de verdade suas. Marcas dos trabalhos que fez. Era o Hércules do sertão. Tinha suas poucas roupas, um punhado de notas que demorou anos pra entender o sentido e o significado, mas que sabia que eram as recompensas de seu esforço.
O mundo era diferente longe de casa, o combustível das pessoas era papel.
Tinha também um pequeno violão que ganhou de um bom homem. Um senhor de idade, que morava sozinho em uma pequena fazenda. Amarildo o ajudou e ganhou comida e um lugar pra ficar.
O corpo do senhor já não o obedecia como devia. Não conseguia mais tocar o violão, mas ainda tinha disposição de fazer poesia. Ensinou a Amarildo o que sabia e o que não devia. Foi seu primeiro e único professor. E o primeiro que viu o que prometia aquele homem vindo do sertão.
A cidade era intimidadora. Nunca tinha visto tanta gente junta. Tudo era novidade, mas não demoraria muito pra que ele conhecesse os segredos de lá.
Conseguiu trabalho e ajudou a levantar aquele lugar. Erguia-se tão alto quanto os prédios e via lá longe. Nunca tinha chegado tão perto do céu. O azul era um pedacinho de casa. Amarildo jurava que lá no horizonte via seu pedacinho de terra.
Até os 30 anos trabalhou como máquina. Conseguiu construir algo pra si na cidade. Tinha sua casa, seu retiro, sua pequena fortaleza. Não tinha foto de sua mãe, mas fazia poesias em seu nome.
Amarildo até conheceu uma moça especial. Não sabia dizer o que ela tinha de especial, porque achava difícil reduzir sua grandeza. Com seus 31 teve seu primeiro relacionamento e não bastou muito tempo pra perceber que seria pra a vida toda.
Sonhava em ter uma família. Se fosse uma menina, teria o nome de realeza, se chamaria Maria. Se fosse um menino, já que Amarildo nunca descobriu a verdade sobre o homem que tinha idealizado, seria Sebastião.
Amarildo teria tudo isso.
Caso não tivesse morrido com seus 33.
Caminhando pra o trabalho sentiu seu peito arder. Sua visão escureceu e Amarildo caiu ao chão pra nunca mais levantar.
Quem estava perto tentou ajudar mas de nada adiantou.
Morreu no chão cinza. Longe de casa, longe dos seus sonhos.
Morreu sem ter a chance ver a cor do lugar de onde veio mais uma vez. Era a cor do seu sangue. Cor do seu reinado.
A única coisa que o abraçou no momento foi seus dois amigos de infância. O céu azul e o sol quente. Por um momento conseguiu sentir o aconchego de casa.
Amarildo viveu menos tempo que sua mãe e que seu pai.
Mas diferente deles, ele viu algum lado bom de viver.
Viu coisas que sua mãe nunca imaginou e levou sua memória longe.
Morreu na mesma cidade que seu pai havia morrido alguns anos antes. Um dos muitos que tentaram a sorte de uma vida melhor.
Nunca teve documento, nem certidão de nascimento. A única coisa que dizia que ele existia era seu nome. Morreu sem certidão de óbito.
Nunca conseguiu descobrir, depois de tudo que passou, se o mundo o tinha dado chance de contar sua história.
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2019.03.20 21:03 panzp eu vo mata a companhia eletrica

Na moral eu tô muito puto Mudei de apartamento recentemente, a imobiliária ficou de trocar o nome na companhia elétrica e Ficou nos enrolando, quinta cortaram a energia Beleza, pedido pra religar e só religaram segunda Os caras me ligaram no bifasico, O UNICO RELÓGIO DO PREDIO QUE NAO É TRIFASICO RESULTADO: Os chuveiros não funcionam Massa, já pedimos pra trocarem e nada ainda
Como se essa delícia de uma semana sem banho quente não fosse o suficiente, Agora a TV não liga mais Olha pode ter queimado sozinha mas essa guerreira já durou uns 6 anos sem nunca me incomodar e logo ontem deu isso
Eu tô muito puto
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2019.03.12 03:55 ssantorini Como era o valor social e os direitos das mulheres ao longo da história, nas diferentes sociedades.

Isso aqui é uma tentativa de responder essa thread.
Já li há muito tempo sobre um estudo que fizeram em Papua Nova Guiné com diversas tribos. Eles identificaram uma mudança social em tempo real ocorrendo: uma sociedade matriarcal se transformando em patriarcal. Pelo relato dos antropólogos, uma tribo onde as mulheres tinham alta posição, valor e status, com o parentesco sendo determinado predominantemente pelo lado materno, mudou para um sistema mais patriarcal quando a metalurgia foi introduzida. O trabalho da metalurgia era 100% masculino (mulheres com 10-15 filhos pequenos não podiam se dedicar a essas coisas), e como as mudanças e o status que a metalurgia trouxe foi colossal, os homens se tornaram hipervalorizados.
Não lembro exatamente o nome dos antropólogos, um dia procuro.
Basicamente, a posição da mulher é determinada por três fatores:
  1. O quão dependente do homem ela é para suporte material;
  2. O quão importante é a mão-de-obra feminina para a sociedade.
  3. A cultura e religião herdadas;
Sociedades onde é possível uma mulher sobreviver sozinha, ou onde elas realizam boa parte (ou a maior parte) da aquisição de calorias através de coleta, costumam ser matriarcais ou próximos disso. Isso geralmente acontece onde há abundância de fontes de comida. Em sociedades onde a comida é escassa e as únicas fontes exigem roaming para muito longe de casa (ex: caça), os homens tendem a ter mais moral. Mulheres não podiam sair para longe demais da casa devido aos filhos. Mas se a sociedade for nômade, elas podem andar juntos e podem coletar também, então elas acabam dependendo menos dos homens e acabam tendo mais moral.
Um outro fator é a importância da mão-de-obra feminina para a sociedade. Sociedades guerreiras, onde os homens ficam muito tempo longe de casa em longas campanhas e onde não há muitos escravos (ex: vikings, Esparta), as mulheres costumam ter mais direitos e autonomia, pois são requeridas para cuidar de tudo na ausência dos homens. Sociedades não-guerreiras baseadas na agricultura sedentária são as que dão menos valor às mulheres, pois elas costumam ter dezenas de filhos e não podem fazer outra coisa nem se afastar muito da casa, sendo totalmente dependentes dos homens para seu sustento e dos filhos. As sociedade pastoris são ainda piores, pois costumam se basear em displays de força bruta pra ameaçar potenciais ladrões de gado e saqueadores, e as mulheres são muito vulneráveis e não oferecem temor... no final acabam sendo tratadas como gado também. As sociedades baseadas no pastoreio tendem a ser as mais machistas de todas.
Sociedades baseadas no comércio tendem a ser machistas se o comércio for uma atividade perigosa e não houver métodos anticoncepcionais. Se o comércio for relativamente seguro e houver métodos anticoncepcionais, as mulheres costumam se empoderar.
Quanto à religião e cultura herdadas: se uma sociedade pastoril (que costuma ser bem machista) conquista uma sociedade menos machista, esta vai herdar esse traço cultural e religioso. Mesmo que "materialmente" haja pouca razão para machismo, ele pode ser algo herdado via cultura ou religião. As religiões judaico-cristãs e islâmicas espalharam o machismo para virtualmente todo o canto do planeta.
Um outro fator na religião é quem a criou. Religiões tradicionais, baseadas em tradições orais do povão, costumam ser mais tolerantes e valorizarem mais as mulheres. Religiões criadas e moldadas por clérigos enclausurados costumam ser bem machistas e mesmo misóginas. A religião judaica é um exemplo de religião criada por sacerdotes enclausurados preocupados demais com "pureza" e outras frescuras (leiam Levítico).



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2018.10.19 18:31 DaniloTF ESTOU ESCREVENDO UM LIVRO e preciso de opinião sobre esse prólogo, leiam se puderem. (+18 devido a violência.)

Prólogo
Chovia intensamente no castelo do primeiro Guardião na Transilvânia. Estava trovejando e ventando fortemente, os trovões e o som do vento forte que se colidia com a janela aberta do castelo, ressonava assustador como um agudo de um fantasma que cantava ópera.
Todo esse barulho encobria o som de grunhidos e de espada que havia lá dentro. Estava havendo naquele exato momento uma batalha, entre um homem de cabelos negros e lisos, contra um Cérbero de quase seis metros, o desejo por carne em seus olhos, seus dentes serrados, sua boca salivante. O homem possuía olhos verdejantes como de uma esmeralda brilhante, sangue seco em volta das pálpebras que tomavam forma de chamas, o que o deixara mais furioso. Aquela chama em volta de seus olhos parecia lembrá-lo do porque ele existia, e qual era seu único propósito.
Anui era seu nome, e ele estava diante de uma criatura mitológica que acabara de matar seu mentor. Um Cérbero era um cão de Três cabeças cujo propósito era vigiar o portão do inferno. Porém esse Cérbero parecia diferente, ele não parecia vigiar nada, parecia estar agindo por vontade própria.
O cão começara a rir, fazendo Anui mudar sua cor pálida para vermelho. – Você ainda é tão fraco. – Disse o cão do Diabo, com um tom de deboche e um olhar malicioso. – Não está pronto para fazer o que veio fazer. – A criatura olhou com desdém para uma mulher grávida, que assistia a batalha em prantos e furiosa.
Anui entendeu que a mulher não passava de um atraso para ele, fazendo subir uma raiva incontrolável. – CALA ESSA BOCA! – Enfureceu-se Anui que encarava o cão desdenhosamente, e correu em direção a ele com sua espada de cabo dourado. – Anui, Por favor! – Bradava a mulher, engolindo a própria lagrima e ranho, sentindo umas dores dilacerantes em seu ventre. Uma pequena guerreira querendo sair dali. Anui não parecia ouvir, estava com um olhar fixo na criatura esperando qualquer movimento, e caçando um ponto vulnerável em seu corpo. Anui deu um salto de quinze metros para cima da criatura, e ajeitava sua espada para acertá-lo em vertical. Porém a criatura soltara um grunhido ensurdecedor, que o afastou imediatamente, fazendo-o cair sobre o chão, e deslizar sobre o piso encerado daquele castelo do século XIII.
Anui se levantou de pressa, olhou bem para a criatura, e analisou a situação com calma e frieza. Ele aproveitara que a criatura parecia estar bastante paciente, na espera que ele faça o próximo movimento. Ele sentiu um frio na barriga de lhe dar ânsia, medo e tristeza.
Anui olhou para a mulher com um olhar sereno e um sorriso forçado, e disse: – Hyana... Quero que nossa filha se chame Hono... – disse Anui entristecendo-se, forçando ainda mais seu sorriso, Hyana já sacudia a cabeça suavemente, não acreditando no que está prestes a ouvir, – ela nascerá em breve, você deve ir para um hospital já! Henry sabe onde estamos, chegará em breve para te buscar. De qualquer forma, saia desse castelo agora! Não quero que veja o que vai acontecer aqui. Hyana... Eu te amo. – Disse o homem derramando lagrimas de tristeza, medo e injustiça. Seu único sonho de viver feliz com sua mulher e filha se evanesciam diante de seu fardo.
Hyana entrara em desespero ao ouvir tais palavras, suas mãos começavam a tremer; o frenesi do momento a tomava. – Anui... Eu-eu sou uma inútil! Ainda sou fraca. Não sou boa, como diz o Henry. Não sei como ser mãe ainda. – Ela dizia muito desesperada, – o que eu vou fazer se você for? E-Eu não sei e... – Você sabe sim! – Interrompe Anui. – Você vai ser uma ótima mãe, você se cobra demais, por isso eu sei que será. Você vai encontrar outro homem, e vai continuar aquele projeto que você ainda não terminou, e vai mudar o mundo. Eu acredito em você.
Hyana ensopava o piso do castelo em lagrimas e tentava falar com longos suspiros... Ela queria refutar e dialogar impeli-lo, mas não havia como com esse bebê em seu ventre. – E-Eu... Te amo, A-anui. – E limpava seus olhos, tentando retribuir um sorriso forçado. E então a criatura foi-se em direção a Anui com uma investida, a cabeça direita o pega e o esmaga entre os dentes. Hyana caminhava lentamente em direção ao portão enorme do castelo, sem mesmo se importar com o que acaba de acontecer com seu marido. Então a cabeça direita de Cérbero cai ao chão com um corte perfeito de uma espada, Anui sai de dentro da cabeça, e sorri para a criatura, que disfarçara a dor de perder um membro do seu corpo. Anui vai em direção a criatura que o evitava e soltara novamente um grunhido ensurdecedor, porém mais fraco, pois perdera uma de suas cabeças. Anui lançava sua espada, que tomara a forma de uma lança no ar, o Cão desviava por pouco em um salto para a direita que o faz cambalear. Anui cai de joelhos e coloca a mão sobre as feridas que a criatura deixou quando o mordeu. Então as feridas se fecharam sozinhas, e ao mesmo tempo a cabeça do cão começa a nascer novamente, como um tumor nascendo e crescendo em seu corpo.
– Isso já está demorando! – Disse Anui para a criatura contendo sua raiva e ansiedade. – Eu vou acabar com isso, chega de ameaças, chega de dor! Você já fez seu banho de sangue. – Enquanto Anui falava algo o encafifava; uma questão que tinha de desabafar. – Eu só não entendo uma coisa... Por quê? Porque está fazendo isso? – Indagou para a criatura. – A culpa é dele. – Disse a criatura com um olhar penetrante sobre Anui o que o despertara uma curiosidade, ainda mais ao ver que a criatura estava se emocionando, enquanto olhava para Anui com um falso desdém.
Anui desviou o olhar para esquerda, e então olhou para o alto, e em seguida para sua espada com cabo de ouro e com detalhes precisos de linhas entalhadas, enquanto um orbe roxo com várias poeiras no seu interior, parecendo uma nebulosa, falava com ele. A espada estava estirada ao chão perto do cão. Anui estendeu sua mão e a espada foi-se em direção a ele por conta própria. E então ele ergue sua espada, que começa a brilhar forte criando um clarão cuja claridade moldava uma katana samurai.
Anui girou sua espada dentre os dedos exibindo-se, olhou nos olhos da criatura com um olhar penetrante, e correu em sua direção de peito aberto sentindo um nervosismo tremendo como se ele odiasse aquilo. Enquanto corria ele caçava na criatura uma brecha para acertá-lo, então ele se lembra do ponto vulnerável de todo cão: Sua nuca. Porém Anui sabia que não seria fácil atingir um golpe diretamente ali, ele reconhecia a criatura como um grande adversário. Afinal: Ele matou seu mentor, e possuía uma reputação de tremer as espinhas dos guerreiros que se prezavam, no nosso planeta, e além...
Anui então decide intensificar, sua katana começava a piscar centelhas de brilhos. Toda vez que a espada piscava surgira outra espada que seguia em direção ao cão. Não demorou nada para rechear o castelo de espadas. A criatura sentiu-se encurralada, não havia lugar para se esquivar ou se esgueirar-se, e então só lhe restou seu grunhido, onde ele nem pensou duas vezes e o soltara imediatamente, Anui via essa situação e colocava seu plano em prática.
Com tantas espadas caindo ao mesmo tempo diante daquele violento grunhido, fizera a criatura perder Anui de vista, as espadas caindo faziam irritantes badalar, confundindo sua audição. Anui poderia atingir a criatura em sua nuca. Porém ele sabia que esse plano era de uma tacada só, ele teria que ser discreto.
Moveu-se em direção a nuca do cão, porém ele não contava que o cão estava ciente desse seu ponto vulnerável, a criatura então dava um salto de trinta metros arrebentando o teto do castelo.
Anui salta em direção ao cão com sua espada empunhada para ele, a criatura se encontrava perdida na chuva, ele sabia que sofria uma desvantagem tremenda confrontando alguém tão pequeno e veloz na noite chuvosa. Gotículas de chuva caiam em seus olhos, o fazendo entender que tudo não passava de um plano para derrotá-lo. O cão, com seus olhos ardendo entrava em desespero. Compulsivamente piscava seus olhos. Em meio a tanto desespero a criatura saltara vários grunhidos na esperança de acertar Anui.
Com sorte ele derruba Anui. Caia em um baque surdo dentro do castelo onde a criatura havia destruído. O cão do diabo observava Anui ali caído sobre o chão. Então ele o via sorrindo, caído lá, entrava em confronto consigo mesmo, achando que está vendo coisa por causa das gotas intensas da chuva que caia em seus olhos. Logo ele percebe que não estava vendo coisa. Anui não só estava sorrindo. Ele assumia uma forma de metal líquido e gélido.
Enquanto observava Anui, a criatura sentia um gelado em sua nuca. Esse gelado foi-se intensificando percorrendo o interior de seu corpo indo até seu coração, o deixando assustado. Várias trovoadas tomavam conta dos céus, e os clarões o ajudavam a ver, havia várias... Milhões de espadas o rodeando, ficou claro para ele: As mil espadas que invocou antes eram uma distração. E Anui jazia de pé em cima de sua nuca, com sua espada cravada, perfurando e se esticando dentro dele. – Você vai morrer! – Ele gritou sentido raiva e empolgação, como se estivesse esperando por esse dia há anos. Essas palavras ecoavam nos ouvidos da criatura, que sentiu uma raiva intensa, um desespero ao morrer e uma felicidade tão grande por dentro, que fez com que derramasse uma lagrima que se camuflavam na noite chuvosa. – Anuuuuuuuuuiiii! – Soltava suas últimas palavras, sentindo-se grato e zangado como jamais esteve.
Anui era tão forte que levava a criatura para a mesosfera sem sentir nenhum peso. E aquele gelado que havia dentro da criatura ficara tão intenso quanto um rio de magma, e foi se espalhando por todo o corpo do Cão. A Criatura sentia a espada de Anui se expandindo dentro de si, querendo sair para todos os lados enquanto percorria suas veias, e quando imaginava que seu corpo não aquentaria mais, a espada se expandia para fora. Várias lâminas esquartejavam o cão e Anui instantaneamente. Havia pedaços da criatura e de Anui para todos os lados. Porém Anui ainda estava consciente, enquanto caia o penhasco. Mesmo só com a metade de seu cérebro. E sua cabeça separada de seu corpo.
Ele avistava a cabeça estraçalhada da criatura descendo pela vala que cobria o castelo. E fechava seus olhos e se sentira realizado. Sua espada tomava a forma de um labrador de pelos cumpridos e dourados. Ele uivava triste, tão alto que ecoava para todos os lados, abafando a chuva que começavam a cessar. Aos poucos se sentia morrendo, e tomava a forma de espada novamente. Ambos se espatifavam na queda em um baque, o som se ecoava por toda vala que cobria o castelo, onde caíram.
Do outro lado do castelo estava Hyana. Fazia esforço para ouvir algo adentro do castelo, mas então ela ouviu afora. O uivo do cachorro de Anui, que ecoara perto dali. O entristecido uivo não lhe era um bom sinal. Abaixou-se sua cabeça, suas lágrimas se mesclavam com a chuva em seu lindo rosto esculpido. Perto dali vinha um homem preocupado caminhando em direção a Hyana. Era Henry. Vestido como um monge, e que parecia que acabou de sair de uma guerra, com seus cabelos castanhos claros e ensebados. Seu olho direito era fechado e com escamas de lagarto em volta. – Cadê o Anui? – Indagou a Hyana impaciente. Que desviava a cabeça e fecharam-se seus olhos. Henry logo soube o que isso significava. – Vamos... Seu bebê vai nascer em breve. Não vai querer dar à luz nessa chuva. – Disse Henry com um tom sereno e pouco amigável, sentindo assustado e abatido. Ele pegou Hyana em seus braços e caminhou de pressa até o hospital mais próximo, pensando ali o que seria dessa criança com essa mulher a criando. E quem iria pará-lo quando perdesse o controle. Ou quem decidisse atacar nosso querido planeta que já não era mais tão azul.

Obrigado a você que leu até aqui. Pretendo postar alguns episódios, meus favoritos e os ruins, para vocês avaliarem. Caso estejam esperando me acompanhe nesse site: https://www.wattpad.com/useDaniloTF/following, onde estarei postando. Muito obrigado mesmo você que leu. :)
Twitter: @Dan_FlameTF Youtube (ausente): https://www.youtube.com/channel/UCIdOi_5JTqoQZfTT1cmMb1Q?view_as=subscriberFacebook (ausente): https://www.facebook.com/FlameTF
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2018.04.17 17:28 NaoVivo [Não Salvo] Aprenda como fazer um barraco com a mulher do Pedro

Aprenda como fazer um barraco com a mulher do Pedro

Infelizmente nao se sabe o nome dessa guerreira, apenas que ela tem coragem. Muita coragem. Mas sabemos que o Pedro e um traidor. O resto esta tudo explicadinho nesse video. Barraco daqueles memoraveis. pic.twitter.com/sYlGsxMOZb -- Videos NS (@nsvideos2017) 16 de abril de 2018
O post Aprenda como fazer um barraco com a mulher do Pedro apareceu primeiro em Não Salvo.
by: Não Salvo em 2018-04-16 - 19:04:52
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2018.02.01 15:39 woloszin [RECRUITING] BRASIL #R9YRL TownHall +6 Clan Level 7 Social

Bravos guerreiros e guerreiras. Estamos recrutando novos jogadores para fazerem parte do nosso Clã. Venham fazer parte do time BRASIL!
Nome: BRASIL TAG : #R9YRL
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2017.09.27 15:33 woloszin [1600] BRASIL #R9YRL

RECRUTAMENTO Clã Brasil
Bravos guerreiros e guerreiras.
Estamos recrutanto novos jogadores para fazerem parte do nosso Clã.
Temos preferencia para jogadores ativos com boas doações e participação nas conquistas do baú do clã.
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2017.06.08 20:20 DIEGOOLI HEA que o estado Amazonas tem esse nome devido a presença de índias guerreiras na região. Segundo relatos de expedicionários europeus em 1542, possuíam um comportamento de lutarem nuas e isoladas de homens. O fato lembrava as lendárias amazonas da mitologia grega.

HEA que o estado Amazonas tem esse nome devido a presença de índias guerreiras na região. Segundo relatos de expedicionários europeus em 1542, possuíam um comportamento de lutarem nuas e isoladas de homens. O fato lembrava as lendárias amazonas da mitologia grega. submitted by DIEGOOLI to brasil [link] [comments]


2017.06.08 20:06 DIEGOOLI HEA que o estado do Amazonas tem esse nome devido a presença de índias guerreiras na região, que lutavam nuas e isoladas de homens. E segundo a mitologia grega, as amazonas (do grego a-mazos 'sem um seio') amputavam o seio direito para melhor atirar com o arco e flecha.

HEA que o estado do Amazonas tem esse nome devido a presença de índias guerreiras na região, que lutavam nuas e isoladas de homens. E segundo a mitologia grega, as amazonas (do grego a-mazos 'sem um seio') amputavam o seio direito para melhor atirar com o arco e flecha. submitted by DIEGOOLI to HojeEuAprendi [link] [comments]


2016.11.16 17:52 popeyers Ter tudo e não ter nada... Pensamentos suicidas, fraco controle emocional, desafeto e ser um estudante fracassado!

A muito tempo me sinto mal com a situação que me encontro então farei uma descrição sobre a minha vida até aqui: Nasci em uma família bem estruturada do interior do Paraná, mas a condição que me encontro é apenas “ok”, situação financeira normal sem nada a reclamar. Poderia ter sido bem melhor se meu pai tivesse ajudado minha mãe nesse quesito. Meu pai era basicamente um pilantra; convenceu minha mãe que havia cursado Direito mas que estava difícil arranjar emprego, minha avó com sua experiência de vida sempre foi contra esse relacionamento, por isso minha mãe não teve ajuda dela para se estabelecer após se formar em Serviço Social.
Antes de eu nascer e minha mãe buscar “fugir” do controle de seus pais, os meus começam a ficar juntos, se mudaram para outra cidade e abrem pequenas empresas bem-sucedidas na área de informática (com condições financeiras invejáveis, minha mãe me conta sobre os bons carros, piscinas, etc). Meu pai era um homem muito inteligente apesar de seu caráter, tinha conhecimentos avançados na área de tecnologia, principalmente porque nesta época ela apenas estava surgindo no solo brasileiro, consequentemente falava bem inglês pois estas matérias se interligavam antigamente. Logo os empreendimentos abertos eram sobre aulas desde inglês até programação (passando por coisas mais básicas como datilografia). Como estes eram estabelecidos em cidades pequenas do interior o único com tal conhecimento era meu próprio pai, sendo este o professor enquanto minha mãe cuidava da administração, limpeza e afins. Meu pai era extremamente preguiçoso e após conquistar uma grande clientela ele parava de prestar serviço, os dois começavam a ficar mal falados e então ele obrigava minha mãe a meter o pé para uma próxima cidade, onde tudo recomeçava. Também gostaria de acrescentar que meu pai era “street smart” então ele enrolava as pessoas com discursos o que ajudou bastante essa vida de gato e rato. Pulando um pouco a história, após eles terem conquistado tal má fama que não havia mais aonde eles fugirem, decidem voltar a cidade inicial (que é onde vivo até hoje). Aqui já mal falados era impossível fazer picaretagem, meu pai passou apenas a ficar em casa mexendo no computador, enquanto minha mãe trabalhava por salários medianos, graças ao curso superior. Neste meio tempo seu primeiro filho nasce, meu único irmão. Após um ano e meio minha mãe engravida de mim, gravidez indesejada por meu pai que tenta a forçar ela a abortar (inclusive dando uma pílula adquirida sem procedência por um traficante sem ela saber, ela diz que sentiu o que aquilo era e fingiu ingerir). Minha mãe sempre foi guerreira sabe? Então quando eu nasci ela teve pessoas conquistadas por confiança que a ajudaram a ir ao hospital e fazer tudo corretamente, já que meu pai se recusava a lhe levar. Eu sou um garoto loiro, de olhos azuis e de descendência germânica. Minha mãe diz que quando ela me levou para casa e meu pai me viu pela primeira vez ele desabou em lágrimas, dizendo que era a coisa mais linda que ele havia visto, parecendo um anjo e foi logo pedindo desculpas por tudo o que fez (este ato fez ela aguentar ele mais tempo).
Na minha infância inteira meu pai apenas fingia trabalhar, chegou a alugar um escritório para jogar jogos e fazer outras coisas que nunca saberemos. Não era de beber, mas seu vício em computadores e o ódio que ele carregava por tudo fazia com que ele batesse muito na minha mãe, bater a ponto de ela ficar arrebentada e afins. Pulando um pouco mais a história um dia eu ouço eles dois brigando, o que era muito comum, eu com minha inocência já havia descoberto que se eu fosse no mesmo cômodo geralmente tudo parava; fiz isto e eles dois me mandaram eu trancar a porta de uma sala junto com meu irmão dentro e não sair de lá. Após um tempo eu não ouço mais nada, saio da sala e vejo minha mãe desmaiada no chão, meu pai disse que ela tentou colocar o dedo na tomada e tomou um choque muito grande. Este ato fez com que minha mãe fosse implorar perdão de meus avós, os quais a acolheram e providenciaram o divórcio de meu pai. A minha guarda e de meu irmão ficaram com ela. Durante todo este processo era mais comum eu sequer ver meu pai, tenho poucas lembranças desta época, deve estar tudo reprimido. Mas minha vida fora dali era muito boa, tinha diversos amigos na escola, mesmo pequeno eu era centro da atenção das garotas, lembro que minha mãe mesmo sendo abusada e tendo pouco tempo me levava com meu irmão pra passear e afins (provavelmente tentando resgatar o pouco de inocência que ainda tinha). Minha vida acadêmica era de excelência, lia muito como passatempo, principalmente aquelas enciclopédias Barsa (tínhamos toda coleção e eu lia do começo ao fim). Meu pai me aplicava provas que ele criava sobre diversos conteúdos e se eu não acertasse sofria punimentos físicos, o que me fazia estudar e aprender muito rapidamente.
Após o divórcio meu pai fugiu com tudo de valor que eles haviam construído juntos, não só isso como contraiu diversas dívidas em nome da minha mãe. Graças a isto ela teve de trabalhar dobrado então eu ficava em casa sozinho, era obrigado a lavar a casa e fazer meus afazeres. Meus avós que como disse eram financeiramente bem estruturados (minha mãe em sua infância tocava piano em casa, desenhava e esculpia muito bem, e, teve acesso a ensino superior, algo raro para uma mulher do interior na época). Passei a ficar sozinho com meu irmão, o computador e a televisão haviam ficado. No começo fazia tudo o que devia, depois de um tempo eu passei a apenas assistir televisão e mexer no computador igual ao meu pai (não sei se foi um ato para fugir da minha realidade ou apenas algo que qualquer pessoa faria). Na época também tive diversos problemas de socialização, cheguei a entrar em diversas brigas na escola, inclusive uma vez quase matei uma pessoa (isto eu tinha uns 12 anos); eu sofria bullying por um grupo mais velho eles viam me enforcar no final da aula e eu saia correndo, um dia apenas um destes garotos veio sozinho me encher enquanto eu brincava com pedras, peguei uma lajota a arremessei contra ele, acertou a testa e abriu um buraco enorme (o garoto quase morreu de hemorragia). Este era filho de uma professora, como disse eu era inteligente na época, mas esta passou a me perseguir. Lembro até hoje de ter passado em primeiro lugar em um concurso nacional sobre astronomia que pegava desde a 4/5ª série não lembro em qual estava até o primeiro ano do ensino médio (estudei incessantemente tudo o que foi repassado possível cair no teste), a professora ao receber os diplomas entregou a todos que haviam passado e eu acabei ficando sem pois segundo ela colei na prova. A partir daí eu perdi todo gosto pelo estudo, e me afundei mais ainda no computador.
Isto nos traz aos dias de hoje. Não me esforcei desde aquela época em nada, sempre passei nas matérias por ter uma capacidade que eu considero um pouco mais elevada (desculpe se estou parecendo arrogante), literalmente não entregava trabalhos ou tarefas, até hoje na faculdade deixo de os fazer. Cheguei a jogar tênis onde meu professor disse que eu tinha potencial e um físico adequado, poderia jogar profissionalmente com esforço, simplesmente faltei quase todas aulas. Cursei também violão, espanhol, alemão, natação, etc (mesma história). No terceiro ano do ensino médio meu irmão estava cursando faculdade em outra cidade, eu estudando manhã, tarde e noite (o último por curso técnico de informática). Neste ano eu entrei em depressão (tinha também ataques de síndrome do pânico) e faltei tanto as aulas que reprovei por falta, engraçado que nos exames simulados estilo Enem eu sempre estava entre os 6 melhores da turma junto com pessoas que estudavam incessantemente, mesmo assim ninguém da coordenação veio socorro de mim ou de minha mãe. Meu irmão desistiu da faculdade e voltou para nossa casa. Cursei novamente o ensino médio e passei; escolhi ensino superior em Direito após ficar em dúvida entre história e filosofia (mas não queria ser professor) ou Ciências da Computação (mesmo curso que meu irmão estava fazendo, mas me afastei da ideia por medo de ficar igual meu pai).
Continuo sendo este cara relaxado que descrevi, não consigo me suceder em nada. Os trabalhos acadêmicos de apresentação eu me dou muito bem. Mas não tenho amigos na faculdade; tive relacionamentos com algumas meninas mas eu sempre me afastava a ponto de ainda ser virgem hoje aos 20 anos de idade. Peguei recuperação em Direito Penal pois não entreguei um trabalho valendo muita nota e tendo ido mal em uma prova, tinha que decorar muitos prazos e teorias, ou seja, investir tempo algo que sabemos que não faria. Tenho chance de pegar mais uma em Processo Civil – Recursos pelos mesmos motivos, a aula de hoje me fez perceber o quanto precisava desabafar. Além do mais eu percebi que meu encantamento era pela busca da Justiça, pra quem estuda Direito sabe que é um absurdo o que é feito com o Direito Positivo brasileiro, somos quase robôs em nosso cotidiano (a área Constitucional, filosófica e histórica me interessam bem mais, o motivo pelo qual não cursei estas é a pouca flexibilidade de carreira e os baixos salários {quero ser bem visto pelos demais}). Aos términos das aulas eu tenho que esperar a van que pego para ir a cidade vizinha na faculdade, faço isso me escondendo no banheiro e assistindo youtube ou navegando no reddit. Sempre balanceio minhas faltas para não reprovar, alguns términos de aula eu saio para caminhar na cidade e volto correndo para pegar a van a tempo. Ao chegar em casa estou tão estressado com minha vida merda, minha mãe idem com a dela, que eu fico extremamente irritado e chego a xingar ou ameaçar de vez em quando, então basicamente após todo este ciclo estou virando meu pai. Me recluso novamente no computador de casa. Eu acho que as pessoas da facul me veem como um cara esquisito, sem amigos, já tentei conversar com algumas, mas geralmente eu fico como algo a não se dar muita atenção sabe? Passei a nem tentar, a única coisa que eu me dedico na vida é vaidade, como perceptível na escrita deste texto; os exercícios físicos + alguns olhares que recebo de algumas meninas são a única coisa boa do meu dia (mas as que já me conhecem me enxergam como um cara chato e param de dar bola).
Nem sei o intuito do porque escrevi este texto. Acho que no meu íntimo tenho esperança de alguém me jogar uma luz; /brasil me socorra.
TL; DR: A vida inteira sofri por consequências principalmente que meu pai me trouxe, após um tempo percebi que estou me tornando igual a ele. Aos poucos vejo o fracasso que sou e tenho medo de não conseguir mudar isto.
Edit: A todos comentando sobre a busca de um psicólogo. No momento todo dinheiro que temos vai para a educação minha e do meu irmão. Sobra algo para de vez em quando fazer academia + aulas de guitarra também de vez em quando.No ano dos ataques fortes de transtornos que tive (+ reprovação) eu busquei tratamento psiquiátrico, implorei a minha família por isto. O que aconteceu foi que minha mãe nos levou a uma terapia conjunta que buscava tratamento "no amor". Me ajudou a me reconectar um pouco com ela já que nós não demonstramos afeto um pelo outro (eu não expliquei mas todo este processo fez com que ela se tornasse provedora, nunca parando em casa). Ela só quis o melhor de mim, mas acho que se eu tivesse aquela ajuda talvez estivesse em uma situação melhor. Mas eu não quero que vocês achem que a culpo, eu sei o quanto ela é foda!
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2016.10.27 02:24 Nubaso WHYNOT ?

Entre todas as coisas que existem nas ilhas das sombras, existe uma arma que recebeu tanto sangue daqueles que faleceram ao seu redor e acabou criando vontade propria, possuindo aqueles que a empunham e sempre em busca de mais sangue, porem seus portadores sempre acababam a abandonando, um dos seus ultimos receptalos em um ato de desespero para sair do controle de tal arma a selou em uma caverna.
Praticamente esquecida, sua sede de sangue foi cada vez aumentando, uma expediçao de soldados que procuravam um lugar para se abrigar da noite adentrou a caverna, ao ver o pedestal com a arma acorrentada sabiam na hora sobre o que se tratava, o mito da arma sedenta se espalhou pelo mundo, os soldados a removeram do pedestal, levaram ela para seu reino, a arma por possuir uma vontade propria nao apenas tomava controle do seu portador mas tambem ampliava e muito suas habilidades fisicas, algo que em um momento de guerra poderia mudar os rumos da batalha, porem quem poderia empunhar tal arma sem perder sua razao ?
Mas eles sabiam de alguem, alguem do proprio reino, um soldado que todos reconheciam por ser leal as suas virtudes e justo, [email protected]#$% era o nome da guerreira, foi escolhida para tentar obter controle da arma
Ao segurar a arma pela primeira vez, uma voz ecoou em sua cabeça
-Quem e o tolo de me empunhar achando que pode obter o controle ? - disse a arma -Quem e a arma que acha que pode me controlar ? - respondeu a guerreira -Kaotica, esse seria o nome por qual eu me chamaria - disse a arma [email protected]#!$# da familia de [email protected]#$#$!, e serei aquela que ira lhe dominar - disse a guerreia enquanto largava a arma de volta ao novo pedestal.
(PLOT TWIST)
Apesar de ser reconhecida por todos, havia algo que guerreira queria mais do que tudo, ficar em paz com seu amado, ela o conheceu perante a guerra, ambos praticamente cresceram juntos, cuidavam um do outro, iriam se casar no final do ano, algo que a deixava mais alegre que tudo. Porem um dia ao ir comprar alimentos, ele a viu com outra mulher, ela reconheceu a moça, ele ja havia lhe apresentado ela, seria uma garçonete de uma taverna que ele costumava frequentar, apesar disso ela nao deu muita atençao pois confiava nele.
No dia seguinte ela foi ao pedestal da arma, e entao ao segurar a arma :
-Voce tem certeza que ira confiar em tal pessoa? - A voz ecoou em sua cabeça, [email protected]#$#@$ ficou assustada, como ela sabia de tal coisa? -Nao a uma razao para desconfiar, tanto em batalha quanto em coraçao ele sempre fora leal a mim - [email protected][email protected]!#$ respondeu com um tom nervoso -Se eh assim por que sinto que voce esta tao instavel hoje, voces humanos sao a escoria, matam, mentem, iludem e odeiam a si mesmos como tal existencia pode seguir livre ?
Dessa vez, @#[email protected] sentiu sua mao firmando a arma, como se quisesse-se continuar segurando ela, rapidamente fez um esforço para soltar.
3 semanas se passaram desde que havia segurado a arma pela ultima vez, porem mal a sabia Um dia quando fora despençada de seu trabalho matinal, pensou em chegar mais cedo para fazer uma surpresa para seu amado, ao chegar em casa, percebeu que algo estava errado (CLICHÊ AF) um par de sapatos diferentes na entrada, roupas espalhada pelo chao, hesitou voltou para fora.
Porem algo acontecera, nao estava triste, nao estava magoada, só uma coisa se passava pela sua mente naquele momento
SERIA A CERTEZA
Gameplay (a parte importante)
Pela historia contada ate agora (porcamente) seu gameplay seria algo como um assassino/lutador (dafuq)
Passiva - Mente Instave
l
A guerreira cuja o nome seja desconhecido ate mesmo por mim (help plz) nao possui mais uma capacidade de se concentra em seus ataques, apanas corta tudo que pode vir a sangrar em seu caminha por isso suas chances de fazer um acerto critico sempre vai ser de 0% (sim, ZERO) Porem a cada vitima que sua arma (também nao sei que tipo de arma seria, estou entre 3 uma foice, uma katana ou uma espada com a lamina serrilhada) faz aumenta o seu poder de ataque
Especificando exatamente como eu imaginei, a cada 10 minions = 1 de Poder de Ataque, ou seja 100 minions ( a cada 10 minutos HOHOHO ) E a cada ABATE (sim, assistências nao iria contar) seria 5 de Poder de Ataque (LIMITANDO A 25 NO MÁXIMO E ASSIM COMO O REWORK DO RENGAR SERIA APENAS POR CAMPEÃO ÚNICO)
Q - Hora de começar
o Q (EOQ) seria algo como o Q da riven, divido em 3 partes, mas sem poder dar auto-ataque durante sua Execução AND durante sua execução seu W seria modificado para dar mais opções ao jogador como aplicar Lentidão e Sangramento.
W - Corte Sangrento
Seu W seria uma habilidade de canalização (sendo possível ser cancelado por controle de grupo) de projétil que passaria dando dano continuo ao alvos (tipo o R do rumble so que em movimento) E o dano causado seria revertido em HP para ela (20% - 40% por level da habilidade, sendo que essas porcentagens sao apenas para 100% de carregamento), ela carregaria (PARADA, aproveite e ponha uma piada sobre a samsung) seu corte ate 3s, a cada tempo a mais carregado aumentaria o dano, o alcance e o tamanho do pro projetil)
E - Caminho de sangue
Um dash ( =O ) porem com umas mecânicas diferenciadassas (hu3), se o dash foi dado ofensivamente ( KALEC ) sairia no alcance máximo, defensivamente seria 50%-70% do alcance, o dash se for conjurado com o mouse em cima do campeao inimigo, depois da finalização do dash ela fara um corte (que sera como uma skillshot, da pra desviar) baseado no HP faltante do alvo, se o alvo for morto pelo corte o tempo de recarga eh 0 ( \o/ )
R - Vontade de matar
Assim que voce pegar lv 6 (e botar o ponto na ultimate KAPPA), quando começar a infligir dano a CAMPEÕES, uma barra ira se encher, CHEIA voce podera a ultimate que transformara sua aparencia aumentando o AD que voce ganha pela passiva em 50%, aplicando Sangramento a todos seus ataques ( ou algo que seja mais unico para ela) e todo que for desferido a um alvo em sangramento seria aumentado em 20% e o Roubo de vida em 10%
MATEMÁTICA PRA QUEM NAO ENTENDEU
se der 100 de dano em um alvo normal, em um alvo com sangramento seria 120 de dano
Se for o roubo de vida for 100 de HP em 1 hit, em um alvo com sangramento seria 110 de HP
Depois dou um up no tipo de visual, (E CIPA NUM NOME OU UM TIPO DE ARMA OU MELHORAR ESSA LORE)
http://boards.br.leagueoflegends.com/pt/c/feedbacks-para-o-jogo/7RztKz34-clickbait
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2014.10.01 21:58 ManaSyn [UPDATE] Carrinha roubada

Boas. Self-post etc.
Há uns meses postei aqui numa tentativa de tentar encontrar a nossa carrinha velhota e de grande valor sentimental para a minha família.
Bom, graças à Polícia do País Basco, que a parou pouco antes da fronteira com a França, tendo como condutor um angolano residente na Bélgica de seu nome Jerusalém do Abano, e após uma série de peripécias, percalços e papelada, fomos lá buscá-la.
Funciona na perfeição, e estava exactamente como a tínhamos deixado. Aqui está agora a pobre guerreira a descansar segura na garagem depois de mais uma aventura.
Afinal ainda há esperança quando nos roubam coisas!
Btw, estava uma Hiace branca, daquelas sem vidros, de carga, com uns suportes para carga em cima e um cachecol de Portugal no tablier, mas não tinha matrículas. Se conhecerem ou souberem de alguém à procura de uma carrinha assim, fica aqui a informação.
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Clara Nunes Guerreira 7 Impressionantes Mulheres Guerreiras da História kogama como fazer uma skin feminina nome (Guerreira) Dandara - Simone e Ivan Lins - YouTube Clara Nunes - Guerreira - YouTube CLARA NUNES(GUERREIRA) - YouTube MARA LIMA- Mulheres Guerreiras

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